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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Manias minhas

Tenho algumas manias quando se trata de livros.
Algumas muitas manias que não consigo evitar.

A primeira delas, talvez seja eu olhar para o livro e me sentir pronta para lê-lo. Isso mesmo, preciso estar segura de mim mesma e saber que este é o momento para começa-lo. Ele precisa me cativar antes de tudo. Não basta eu só querer ler, funciona quase como uma conquista, um novo amor que nasce.

A segunda delas é conhecer o livro, saber do que se trata, procurar por algumas críticas e saber do autor. Difícil eu chegar na livraria e escolher um livro aleatório sem saber nada dele. Quando começo a ler tenho um ritual: Vejo a capa (vejo em todos os seus detalhes), sinto o cheiro das páginas, observo a qualidade do papel e da tinta, leio as dedicatórias e então finalmente começo o livro.

Quando percebo que gostei realmente do enredo, leio os últimos parágrafos da obra. Bem insano, mas não consigo ir adiante sem fazer isso.

E por fim, quando termino o livro eu sofro.
Sofro por ter acabado uma história que gostei e por ter me apegado tanto aos personagens. Eu até mesmo sonho com eles, muitas vezes.
É um sentimento incontrolável de voltar para a realidade, um baque sinistro. Eu sinto que, a cada vez que me apaixono tanto por algum personagem, parte de mim se perde no fim do livro, e então voltar pro dia-a-dia fica muito mais difícil, até porque quando leio algo que me apego tanto eu vivo apenas para isso: paro de comer, perco as horas e o sono.

E em seguida, procuro outro livro que me cative em busca de esquecer o anterior e parar de sofrer a tão chamada "ressaca literária" e essa é, a pior parte, porque essa procura de um novo livro para substituir o anterior porque levar dias, semanas ou meses...

E o pior é que não passo por essa todo esse emaranhado de emoções poucas vezes, mas quase sempre fico assim, algumas vezes por mais tempo outras por não tanto.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Plano

Eu tinha um plano. Sempre tive...
Mas por achar que esse tal plano sempre daria certo, nunca pensei no plano B e talvez esse tenha sido o problema. Agora que parece que tudo aquilo que tinha pensado foi por água abaixo eu fico aqui, sem saber o que fazer. Sem saber o que fazer e por onde começar. Eu tô perdida. Perdida. Confusa. Aflita 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Queria mesmo era pegar um ônibus pra praia, chegar lá e sentar na areia, olhar o mar o dia todo e pensar.

Tô numa confusão de pensamentos, de sentimentos, de palavras e decisões que não sei mais no que acreditar. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Me sinto o segundo plano.
Todas as outras coisas são mais importantes que eu.
As outras pessoas são mais importantes.

Quem liga pra como eu estou.
Se sumo, desapareço ninguém percebe.
Ninguém sente falta.

E eu continuo tolerando pessoas irritantes, acordando todos os dias sem a mínima vontade de querer acordar e sorrindo pra fingir que esta tudo bem.
Não está tudo bem, não está nada bem

Gostava de quando os sorrisos vinham fáceis. Passou-se esse tempo. E passou tão rápido que dói o peito de saudade.



quarta-feira, 28 de março de 2012

Millor Fernandes: Direito ao palavrão


Millor, uma das mentes brilhantes desse mundo. 
E esse, foi o primeiro texto que li dele. 


Direito ao Palavrão

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma, mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu jeito, sua índole.

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho” tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. 'A Via- Láctea tem estrelas pra caralho', 'o Sol é quente pra caralho', 'o universo é antigo pra caralho', 'eu gosto de cerveja pra caralho', entende?

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.


Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos “aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente, o “prepone” – presidente de porra nenhuma. Há outros palavrões igualmente clássicos.

Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu correlato “Puta-que-o pariu!”, falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia irritante qualquer “puta-que-o-pariu!” dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”.

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do “foda-se!”? O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!” deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se!

segunda-feira, 19 de março de 2012

Malucos somos todos nós


Alice: "Aqui parecem todos malucos."
Gato Cheshire: "É verdade, eu também sou maluco…Completamente maluco."
Alice: "Eu não."
Gato Cheshire: "Claro que és. Se não fosses maluca não estavas aqui."

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Tá ai uma verdade.
Cada um com suas maluquices. 

domingo, 18 de março de 2012

Reclamar


Exatamente nisso que as pessoas são especialistas. Ninguém fala de coisas boas. Ou se falam nã o as comemoram.
Quando de trata em falar mal, reclamar e chorar, tornam-se assuntos de uma vida toda.

É o que eu mais tenho notado. Tento não ser assim. Procuro encontrar algo bom em todas as pequenas coisas, porque são delas que eu gostaria de me lembrar, não de reclamações e choramingos!
Não gosto de reclamar para as pessoas, não gosto de ser a coitadinha, cheia das atenções com as falsas-ajudas.
Porque, na verdade, as pessoas só querem saber o porque você não está bem, e não porque querem realmente te ajudar. As pessoas são curiosas, não boas almas que querem te ajuda

Quem te conhece, sabe quando estamos ou não bem. E sem nem precisar falar nada.x
Quem realmente te conhece, sente quando você não está bem.

E essas pessoas já quase não existem mais.
Talvez ao meu redor, apenas duas ou três sejam assim.
E agradeço de coração por eles <3