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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Me impressiona como ler é bom!
O melhor sem duvida é quando você esta sentada num banco de onibus , com um livro nas mãos, até que de repente, ali no canto da boca, surge um sorriso timido, escondido. E aos pouco esse sorriso pequeno se transforma em um grande sorriso bobo, aberto por todo o rosto.
E o melhor, ela sorri para o livro!
É como se aquelas palavras o autor tivesse escrito para você! E então, bate aquela sensação de que quem escreveu a obra, torna-se um grande amigo seu. E sorri mais ainda.

É por isso que eu gosto de ler. Não me canso desse outro mundo!

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Ah, dedicado a uma moça que eu não conheço, que lia no ônibus "Homens são de Marte e as mulheres são de Vênus", cujo abriu um lindo sorriso então lia.
Não poderia existir melhor forma de ir a aula de biblioteconomia do que ver uma coisa dessas ^^

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

A Moreninha

Já que eu comecei com essa fome incessante de falar sobre livros, hoje cá estou a comentar sobre um dos romances mais lindo que eu já li.

Voltando na era do Guaraná com Rolha, o livro “ A Moreninha” publicado em 1844 pelo autos Joaquim Manoel de Macedo, é conhecida por participar do movimento literário Romantismo.

Tem uma escrita bem antiga, e para aqueles que não estão acostumados com o linguajar antigo (parecido com José de Alencar), confesso que encontrarão alguma dificuldade.

Eu li este livro quando estava na 7° serie, por indicação de uma tia minha, que o adorava, e não me arrependi, mesmo encontrando alguma dificuldade no vocabulário.

A moreninha é fruto de uma aposta que Augusto faz com os amigos, dizendo que não ficaria apaixonado por mais de 15 dias.

Quem perdesse a aposta, teria que escrever o romance.

Logo, em um feriado Augusto e alguns de seus amigos vão passar o feriado na ilha da avó de Felipe, que tem como irmã, Carolina mais tarde mencionada no livro como a moreninha.

Augusto e Carolina se apaixonam, mas, mais do que um continho de casal apaixonado, pelas entrelinhas você nota o quão romântico eles eram...

Quando o feriado termina e Augusto vai embora, Carolina cai doente, e poucos dias depois Augusto também... Os pais ficam preocupados com a doença tão repentina, mas descobrem que estão doentes de amor.

Decidem então os dois casarem-se. Mas no dia em que o noivado é anunciado, o casal conversa dentro de uma pequena gruta contando seus segredos: Augusto conta que quando era pequeno jurou amor eterno para uma menina que conheceu, mas que por obra do destino nunca mais se encontram...

A melhor parte sem duvida é ai!

Uma reviravolta na trama, e a maneira em que é contada a historia é maravilhosamente emocionante!

Você de fato se sente como o personagem da historia vivendo aquelas linhas escritas ali na sua frente.

domingo, 2 de agosto de 2009

Livros


Há quem negue de coração que detesta ler.

Mas, não acredito que isso de fato exista, mas sim pessoas que não tiveram a grande sorte de ler um bom livro.

E como eu amo de paixão ler, e vou seguir uma profissão que não me deixa sem isso [sim, bibliotecária] e pessoas sempre me pedem uma sugestão de livro bom, cá estou eu, iniciando mais um novo ‘tópico’ no blog. Livros!

Bem, tenho lido alguns ótimos livros, não seguindo uma linha de temas, romances, drama, só desgraceira, enfim, mas hoje começo a comentar sobre um que eu li, e a-me-i!

Ganhei-o de aniversario, foi um presente de um super amigo, chama-se “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago [tem também o filme, mas comecem pelo livro, é mais emocionante].

A historia é sobre uma cegueira que de repente se espalha como doença de pessoa para pessoa, a “ Cegueira Branca”.

É um tipo de cegueira diferente pois o cego, não tem uma visão preta, como acontece na cegueira normal, mas para ela fica como uma capa branca que não os deixam enxergar...

O governo por desconhecer essa “praga” decide exilar os primeiro infectados, um pequeno grupo, em um lugar protegido pelo exercito, tendo que se virarem sozinhos.

O mais ‘interessante’ da trama, é que de todo o país que acaba ficando cego, apenas a mulher de um dos personagens não tem essa praga.

Os exilados entram em um verdadeiro, que passam a viver em verdadeiro estado de selvageria...

Como eles passam a viver? Como é o desenrolar da historia?

Há-há-há, só lendo pra descobrir...

Mas já vou logo avisando, José Saramago é um cara muito inteligente, mas a sua escrita é de uma maneira diferente: poucos são os parágrafos durante o livro, ele tem uma escrita corrida, e as vezes torna a leitura um pouco cansativa; os capítulos são espantosamente imensos, mais um ponto que nos cansa um pouco, mesmo porque você nem sempre tem o tempo de sentar e ler um capitulo inteiro; Por esse ser um livro narrativo os poucos diálogos que ele escreve são expressados entre aspas; fica também estranho a forma da qual ele descreve os personagens e a forma que deles se refere, ele não dá nomes, sempre diz “a mulher do medico”, “ a rapariga”, enfim diferente.

Como disse, ganhei de um amigo muito querido.

E junto com o presente ele me veio com a frase “ tem uma mensagem para você ai”, e José Saramago nenhum pouco bobo, deixa a mensagem bem ‘escondida’, eu diria, é um livro que deve ser lido com muita atenção, qualquer mínimo detalhe que se perde, pode significar um bom entendimento no final...

Bem, está ai..

Uma dica boa de leitura, mas um lembrete: esse livro não é para crianças, creio que acaba se tornando uma leitura maçante e forçada, e ai sim tira a vontade de ler da criatura...

Ok?

Bom proveito...


[quem puder, quando terminar de ler, descubra o que significa a capa do livro.]