domingo, 18 de março de 2012

Reclamar


Exatamente nisso que as pessoas são especialistas. Ninguém fala de coisas boas. Ou se falam nã o as comemoram.
Quando de trata em falar mal, reclamar e chorar, tornam-se assuntos de uma vida toda.

É o que eu mais tenho notado. Tento não ser assim. Procuro encontrar algo bom em todas as pequenas coisas, porque são delas que eu gostaria de me lembrar, não de reclamações e choramingos!
Não gosto de reclamar para as pessoas, não gosto de ser a coitadinha, cheia das atenções com as falsas-ajudas.
Porque, na verdade, as pessoas só querem saber o porque você não está bem, e não porque querem realmente te ajudar. As pessoas são curiosas, não boas almas que querem te ajuda

Quem te conhece, sabe quando estamos ou não bem. E sem nem precisar falar nada.x
Quem realmente te conhece, sente quando você não está bem.

E essas pessoas já quase não existem mais.
Talvez ao meu redor, apenas duas ou três sejam assim.
E agradeço de coração por eles <3

quarta-feira, 7 de março de 2012

Falta.

Tá faltando aqueles abraços que eu ganhava sem pedir.
Eu não peço, mas preciso deles.
E ninguem desconfia disso.



Quem sou eu pra pedir um. Demonstrar fraquezas não é comigo.
Algo que ainda preciso melhorar em mim.
Faz parte das metas do ano: Preparar a minha armadura de ferro. Me proteger.
Mas enquanto ela não fica pronta o jeito é segurar o choro.


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Eu to tentando, mas tá difícil se acostumar.
Ta difícil de ver o lado com das coisas


Eu to tentando, mas toda vez vem alguém e me empurra de um precipício e eu caio sem ação.
Eu to tentando, mas respirar doi cada vez mais, e o coração tem batido apertado.


Não to feliz. Tô sozinha.
Ninguem pra me fazer sorrir
Ninguém pra me dar um abraço.

domingo, 29 de janeiro de 2012

E balance ao ritmo do amor

E foi a tarde mais perfeitamente perfeita de todas.
Eu não precisava de mais nada, senão a companhia dele.

Obrigada por me fazer sentir especial. Por me fazer sorrir.
Acima de tudo, obrigada por cuidar de mim.


Te amo.
-

Toque a música baixo e balance ao ritmo do amor
E balance ao ritmo do amor
(Rhythm of Love  -  Plain White T's)


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Meus pais precisam viajar mais e nos deixar sozinhos em casa.
E nós precisamos de mais sal, limão e tequila!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Os pés dançam, agora so me falta a companhia

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Saudade boa daquilo que aprendi com você. Obrigada.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Trabalho, trabalho, trabalho


Trabalhe e ganhe seu dinheiro.
Trabalhe e ganhe inteiramente gratis uma tendinite, uma hérnia de disco ou quem sabe uma belíssima enxaqueca.

Trabalhe para comprar seus sonhos de consumo, carros e viagens e se engane com uma falsa felicidade.
Comprar ate o limite do cartão de crédito, por que não?

Trabalhe e sustente seus vícios, compras compulsivas, compre qualquer coisa que te traga um sono tranquilo a noite.
Mas não se esqueça de trabalhar amanhã. E depois, e depois.... E sempre.

Trabalhe e esqueça de viver. Esqueça dos teus gostos, de como é sorrir de felicidade e não sorrir por falsidade.


Trabalho, trabalho. E você não viu seus filhos crescerem, e não se lembra de ter visto um nascer do sol sem preocupações, porque você estava interessado demais no seu trabalho.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Renata sz


-Então, acho que vou me inscrever num concurso público.

-Legal Ítala, pra qual vaga? - A linda da Renata conversando comigo na fila da livraria.

-Pra bibliotecária mesmo, o duro é que só tem uma vaga.

-Mas linda, se você vai se inscrever pra um concurso, porque não se increve na sua área mesmo mas pra um cargo maior? - Perguntou ela toda interessada.


-Renata, minha área é de 'biblioteconomia' e o cargo acima de bibliotecário é o bibliotecário mesmo, cê não acha?

-Ops, olha a amiga, e os conselho-furado da amiga.

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Não tinha como não rir.
Essa Renata é uma linda mesmo!
<3

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Namore um cara que lê.


Baseado no "Namore uma garota que lê", texto escrito pela Rosemary Urquico e traduzido e adaptado para o português por Gabriela Ventura.

Namore um cara que se orgulha da biblioteca que tem, ao invés do carro, das roupas ou do penteado. Ele também tem essas coisas, mas sabe que não é isso que vai torná-lo interessante aos seus olhos. Namore um cara que tenha uma pilha de três ou quatro livros na cabeceira e que lembre do nome da professora que o ensinou as primeiras letras.

Encontre um cara que lê. Não é difícil descobrir: ele é aquele que tem a fala mansa e os olhos inquietos. Ele é aquele que pede, toda vez que vocês saem para passear, para entrar rapidinho na livraria, só para olhar um pouco. Sabe aquele que às vezes fica calado porque sabe que as palavras são importantes demais para serem desperdiçadas? Esse é o que lê.

Ele é o cara que não tem medo de se sentar sozinho num café, num bar, num restaurante. Mas, se você olhar bem, ele não está sozinho: tem sempre um livro por perto, nem que seja só no pensamento. O rosto pode ser sério, mas ele não morde, não. Sente-se na mesa ao lado, estique o olho para enxergar a capa, sorria de leve. É bem fácil saber sobre o quê conversar.

Diga algo sobre o Nobel do Vargas Llosa. Fale sobre sobre as novas traduções que andam saindo por aí. Cuidado: certos best-sellers são assunto proibido. Peça uma dica. Pergunte o que ele está lendo –e tenha paciência para escutar, a resposta nunca é assim tão fácil.

Namore um cara que lê, ele vai entender um pouco melhor seu universo, porque já leu Simone, Clarice e –talvez não admita– sabe de memória uns trechos de Jane Austen. Seja você mesma, você mesmíssima, porque ele sabe que são as complicações, os poréns que fazem uma grande heroína. Um cara que lê enxerga em você todas as personagens de todos os romances.

Um cara que lê não tem pressa, sabe que as pessoas aprendem com os anos, que qualquer um dos grandes tem parágrafos ruins, que o Saramago começou já velho, que o Calvino melhorou a cada romance, que o Borges pode soar sem sentido e que os russos precisam de paciência.

Um namorado que lê gosta de muita coisa, mas, na dúvida, é fácil presenteá-lo: livro no aniversário, livro no Natal, livro na Páscoa. E livro no Dia das Crianças, por que não? Um cara que lê nunca abandonará uma pontinha de vontade de ser Mogli, o menino lobo.

E você também ganhará um ou outro livro de presente. No seu aniversário ou no Dia dos Namorados ou numa terça-feira qualquer. E já fique sabendo que o mais importante não é bem o livro, mas o que ele quis dizer quando escolheu justo esse. Um cara que lê não dá um livro por acaso. E escreve dedicatórias, sempre.

Entenda que ele precisa de um tempo sozinho, mas não é porque quer fugir de você. Invariavelmente, ele vai voltar –com o coração aquecido– para o seu lado.

Demonstre seu amor em palavras, palavras escritas, falas pausadas, discursos inflamados. Ou em silêncios cheios de significados; nem todo silêncio é vazio.

Ele vai se dedicar a transformar sua vida numa história. Deixará post-its com trechos de Tagore no espelho, mandará parágrafos de Saint-Exupéry por SMS. Você poderá, se chegar de mansinho, ouví-lo lendo Neruda baixinho no quarto ao lado.

Quem sabe ele recite alguma coisa, meio envergonhado, nos dias especiais. Um cara que lê vai contar aos seus filhos a História Sem Fim e esconder a mão na manga do pijama para imitar o Capitão Gancho.

Namore um cara que lê porque você merece. Merece um cara que coloque na sua vida aquela beleza singela dos grandes poemas. Se quiser uma companhia superficial, uma coisinha só para quebrar o galho por enquanto, então talvez ele não seja o melhor. Mas se quiser aquela parte do “e eles viveram felizes para sempre”, namore um cara que lê.

Ou, melhor ainda, namore um cara que escreve.




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