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domingo, 1 de abril de 2012

Amor repentino


Toda manha, ela ia no mesmo ônibus.
Quase sem querer, encontrava as mesmas pessoas, sentadas em vossas cadeiras, como se todas ali tivessem o nome de seus donos.

O cobrador, sempre movido de sua animação matinal, a cumprimentava com um bom dia animado, ao entregar-lhe o troco da passagem. Deveras ele a presenteava com uma bala "um doce, para uma moça encantada".

A menina, nao aparentava mais do que seus 16 anos;

Quando chegava ao meio do onibus, se deparava comigo, com um livro em mãos e parava para tentar descobrir qual seria a obra.

Quando ao fundo do onibus chegava, ela então parava de sopetão, a olhar aquele moço bonito que se balançava ao som de uma musica aos fones.

Dali ela nao passava.
Como uma barreira invisível.

O garoto olhava pra ela e ela nao tinha coragem de retornar seu olhar. Desviava a cabeça, como se algo mais importante chamasse sua atenção.

Dali a mais dois ou tres pontos, chegaria o destino do moço bonito.

E entao só o veria novamente, só na próxima manha. Mas para ela, ja bastava para desabrochar um sorriso encantador em seu rosto, daquele primeiro amor que nunca acaba.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Malucos somos todos nós


Alice: "Aqui parecem todos malucos."
Gato Cheshire: "É verdade, eu também sou maluco…Completamente maluco."
Alice: "Eu não."
Gato Cheshire: "Claro que és. Se não fosses maluca não estavas aqui."

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Tá ai uma verdade.
Cada um com suas maluquices. 

domingo, 25 de setembro de 2011

Encantamento



Toda manha, ela ia no mesmo onibus.
Quase sem querer, encontrava as mesmas pessoas, sentadas em vossas cadeiras, como se todas ali tivessem o nome de seus donos.

O cobrador, sempre movido de sua animação matinal, a cumprimentava com um bom dia animado, ao entregar-lhe o troco da passagem. Deveras ele a presenteava com uma bala "um doce, para uma moça encantada".

A menina, nao aparentava mais do que seus 16 anos;

Quando chegava ao meio do onibus, se deparava comigo, com um livro em mãos e parava para tentar descobrir qual seria a obra.

Quando ao fundo do onibus chegava, ela então parava de sopetão, a olhar aquele moço bonito que se balançava ao som de uma musica aos fones.

Dali ela nao passava.
Como uma barreira invisível.

O garoto olhava pra ela e ela nao tinha coragem de retornar seu olhar. Desviava a cabeça, como se algo mais importante chamasse sua atenção.

Dali a mais dois ou tres pontos, chegaria o destino do moço bonito.

E entao só o veria novamente, só na próxima manha. Mas para ela, ja bastava para desabrochar um sorriso encantador em seu rosto, daquele primeiro amor que nunca acaba.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Pedido para chorar.


Saudade de um sorriso [Cefam-2009]
-Posso chorar? - perguntou a menina a si mesma
-Poxa, de novo.
-É, desculpa.

-Pode vai, quem sabe assim você não dorme mais leve?
-Tá ok, pera ai que eu vo chorar abafada no travesseiro e depois a gente conversa.

-Mas só se vc prometer ser a ultima vez.

-Prometo. Prometo que vou tentar, pode ser?

-Pode.

E então ela dormiu mais leve com a promeça de não chorar mais.
[De novo]

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Vem cá, deixa eu te explicar. Tentar ao menos.

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-Podemos falar?
-Agora, agorinha? - eu quis saber.
-Preciso.

Não estava bem, vi nos olhos dela a dor que sentia. Sentamos na cama e fechei a porta do quarto com trinco, pra ter certeza de que ninguem entraria. Também coloquei uma musica no computador, não pra nós, mas pra qualquer um que tentasse ouvir a conversa pela porta, ou janela, seja lá como, ouviria apenas a musica do quarto, já que as caixas de som estavam viradas pra porta; nunca se sabe os rumos desses desabafos. Minha mae certamente acharia estranho, muito estranho, mas depois me entenderia com ela.

-Quando sabe que o amor esta acabando? Digo, como é que sabe quando não dá mais pra estar com alguém?

Os olhos dela encheram-se de lágrimas.

-Não sabe. Não tem como saber, só acaba, e então tudo torna-se dessa cor, que eu sei que vês agora: cinza.
Até o sol passa a ser cinza, e as coisas pra tí passam a ser ridículas e pessoas são hipócritas, é assim que acaba.
Os abraços são gelados e toda aquela coisa de aigos e familia começam a ser banal.
Não sente cheiro ou gosto, porque agora tanto faz se doce ou amargo. Levantar, todos os dias é um martírio, mesmo porque você queria ser igual a chuva que cai lá fora: Cai lentamente, molha tudo, e corre direto aos bueiros pra se esconder.
Você se prende em você mesma e constroi um casulo. Fica lá presa em você, fazeno as coisas exatamente iguais os dias anteriores e mais uma vez, você chora. Chora de perder forças. Chora, e falta ar.
E então, simplesmente você levanta da cama em uma manhã de sol pra caminhar, ouvir os passaros. Sai do seu casulo e de deixa voltar a viver.
Falando assim, pode parecer tudo muito rápido como o bater de asas, mas aviso a noção de tempo se perde enquanto vive esse transe que nos consome.
E quando acaba você vê quão tolo e fracos nos nos tornamos ou se entregar ao amor.

Assim que terminei, olhei pra ela e também com olhos marejados em lágrimas.
Ela apenas sussurou com as mãos cobrindo o rosto:
-Cinza!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Amor roubado.

Todo dia eu o via sentado pouco a minha frente no ônibus. Sempre. Já me acostumei com a sua presença até o momento em que o ônibus ficava extremamente cheio e eu o perdia de vista por entre as bolsas e pessoas se equilibrando.

Certo dia, porém, quando ele subiu e pessou pela catraca do onibus, não sentou-se "no seu lugar", que como sempre estava vazio, mas sim, quis acomodar-se ao meu lado.

-Posso sentar? - perguntou educado. Tinha até uma voz bonita. Fiz que sim com a cabeça.
-Desde que você não durma e ronque ao meu ouvido.... Ou que venha me assaltar. - Falei seria. Ele achou que fosse verdade, mas não, claro que ele não faria um assalto ali comigo.

-Prometo não dormir, mas você também tem que me devolver o que roubou de mim. A ladra qui é você.
- Hã? - Agora foi a minha vez de não entender nada.

- Tens meus sorrisos, e dos sentimentos o mais belo. e se hoje sento aqui, é porque vim buscá-los. - Falou sorrindo lindamente para mim.

Senti que fiquei vermelha, mas sorri de volta. Mal sabia ele, que também era dono de meus sorrisos e coração.


terça-feira, 9 de março de 2010

Mulherada

Chegou em casa e logo se desfez do salto alto. Cansada, pousou a bolsa em cima do sofá e sentou-se para descansar em pouco. Em minutos pos-se a pensar no que faria para jantarem. Decidiu antes de tudo, tomar um bom banho frio para esquecer o dia maluco que teve.

A água fria acalmou-a, caia como que lentamente pelo seu corpo fazendo uma massagem natural...

Saiu do banho e foi num vôo sem escalas para a cozinha, logo em seguida ele estaria chegando.
Começou pela mistura, dançando como uma criança feliz de um lado para o outro...

-Ola amor, boa noite. - ele chegara tão exausto como ela, soltou o nó da gravata, desabotou alguns botões - Como foi seu dia?

-Bom, cansativo, mas bom. - mentiu, ele não precisava saber como foi um inferno trabalhar hoje.

- Não me pareceu tão bom... Mas tudo bem, você é mesmo uma guerreira por acordar todos os dias e passar pelo que passa... Imagine, eu não seria capaz de fazer metade do que você faz em um dia!

Aquilo a fez desmoronar por dentro, apesar de tudo, ele ainda assim reconhecia como era maluco os seus dias, sentiu-se feliz mais um vez, sentiu-se especial.

-Parabens por hoje mais uma vez, querida.

Chamou-a de guerreira mais uma vez e pos-se a ajudar na janta.



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A todas aquelas que guerreiam todos os dias incansavelmente!
[mesmo porque aguentar TPM não é mole não.!]

Feliz dia internacional da mulherada!!

sábado, 26 de dezembro de 2009

-Cheguei a conclusão de que tenho medo do futuro. Não sei o que ele me reserva... É algo tão incerto!
-Mor... você tem medo de que? Esse é o bom da vida... Não tem nada escrito, você quem escreve.
-Medo de não conseguir o que eu quero. Medo de não ser feliz.

Ainda pensando nisso ele me pergunta o que eu precisava pra ser feliz, algo simples, mas mesmo assim não sei bem o que que preciso.

-Mor.. me dá um beijo? - perguntou ele quebrando o silencio.
-Porque um beijo agora? Aqui abraçadinha com você tá tão gostoso...
-Pra me deixar feliz.
-Felicidade pra você é um beijo meu? - quis saber
-É... só eu ser seu, te dar um beijo que sou feliz.



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
te amo moço.♥
Também em Cheiro de Chuva
Desculpa a ausencia...
estive fora da cidade por uns dias..
assim que der eu volto ;]

sábado, 17 de outubro de 2009

Bola.

Do menino, fora o primeiro presente.

Colorida, assim com todas as suas cores...

Pelo jardim, o garoto se divertia vendo-a rodando, rolando, voando pelo céu em uma mistura de todas as cores.

Na rua, a turma se reunia, marcavam gol e saiam a comemorar independente de quem fosse a vitoria, qual era o time.

A bola era mais do que um brinquedo, a bola era a companhia das aventuras, das viagens...

O moleque ia crescendo, crescendo...

Aos poucos, sua amiga era deixada de lado, usada só aos fins de semana, mais tarde, só uma vez ao mês...

As brincadeiras mudaram, o tempo mudou também.

Anos depois, estava ela ali, jogada no canto do quarto, sozinha. Assistia atentamente o que o dono menino fazia: estudos, festas, namoradas. Aquilo que fora o primeiro presente compartilhou de cada nova fase de vida do menino.

Um dia porem, a bola colorida já não sabia mais o que era correr pela grama verde do parque. Foi lembrada pelo dono menino. Saiu rolando pela grama verde nos braços de uma criança ao som de gargalhadas infantis.

O garoto, seu dono, não era mais menino, com os anos, tornou-se homem, tornou-se pai.

Por tempos esquecida, a bola volta a dançar no jardim, toda colorida, o primeiro presente do bebê.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Dois corações pensam iguais.

Deitou-se na grama fofa logo após o pic-nic no parque. Enquanto alguns de seus amigos caminhavam pelo lago, ela permanecem ali deitada aproveitando o cheiro de verde, curtindo a sombra que a arvore lhe fazia, observando o lindo dia que fazia.

Ele esteve ali deitado também, desancando depois de tanto jogar bola no sol quente. Enquanto alguns de seus amigos estavam por caminhar pelo parque. Não percebeu que tinha companhia bem ali pertinho de ti.

Virou-se e viu a linda moça que estava deitada na grama de olhos fechados.

“-Será que ela está a dormir?” curioso queria saber, mas não tinha a coragem de acordá-la.

Permaneceu ali por tempos deitado apenas atento a moça que estava ali também, e então ela se moveu, não, ela não dormia, estava assim como ele, aproveitando o dia lindo vendo o tempo passar, deitado na grama.

Ela de repente se assusta.

“- Nossa, tem um rapaz aqui!” vê então que ele a observa. E ficam os dois ali estáticos parados a olhar um para o outro.

O que ele estava por fazer ali, assim como ela, descansava aproveitando o dia lindo e vendo o tempo passar, deitado na grama.

“e que moça bonita pensa o rapaz.” Pensou com o coração batendo forte.

“que rapaz bonito pensa a moça.” Pensou com o coração batendo forte.

Ele enfim toma coragem e segura a sua mão, é..eles estavam tão pertinho um do outro.

Ela, toma coragem e coloca a sua mão disfarçadamente para mais perto da dele, notou ela que o moço fez o mesmo.

Não se olhavam, sentiam de longe a respiração de um e outro. Estavam a ver o céu azulado e bonito acima deles. Não precisavam falar nada, sabiam o que um pensava do outro.

As mãos se uniram e ficaram ali o resto da tarde. Não se moveram, talvez causasse espanto do outro, e ali permaneceram, parados estáticos pelo resto da tarde. Viram juntos a noite cair, e estiveram então, a admirar o céu estrelado... cheio de estrelas!

Querendo ou não, quando tem que acontecer, acontece e as vezes não é só vc que pensa em fazer algo, mas dois corações pensam iguais quando juntos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Poção

Do céu, só queria a cor dos cabelos da noite e o brilho das estrelas. Do mar, a calmaria que ele emana e o mistério escondido em suas águas. Dos jardins, a beleza, delicadeza e perfumes inconfundíveis. Da chuva, a força. Do sol, a vitalidade, alegria. Do vento, a rebeldia.

Ela era pequena, e já assim queria um príncipe encantado pra chamar de teu, mas ela cresceu vendo que amores vem e vão. Sua mãe já dizia que o coração, há, esse ninguém o entende, ninguém o segura, faz o que quer, apaixona-se pelas pessoas erradas, e sempre se machuca no fim dos romances que tinham tudo pra ser eterno.

Tratou, então, a criança de fazer a receita do menino que ela queria pra si.

Não procurou por ele. Eles se encontraram....

Coração esse que ninguém entende!

Foi este se apaixonar por alguém contrario de tudo que queria. A olhos dos outros, era um garoto que não serviria a ela, não combinavam! A ela, ela tinha tudo aquilo que sempre procurava : meninos dos sonhos.

Ele tinha seu jeito despojado, mistérios no brilho dos olhos. Calmo, forte, fazia-a rir com seu jeito alegre, mas tímido. Menino dos sonhos. Fazia-a sonhar, soltar suspiros pelos cantos da casa, ela jamais tirava aquele sorriso dos lábios.

Coração bate forte e vivo dentro do peito!

Quem diria que ele não a fazia feliz?

domingo, 4 de outubro de 2009

Mundo perfeito

Na escola, ninguém o queria. Era motivo de piada. Achavam-no estranho, logo, o pequeno se isolava. Os trabalhos escolares, era obrigado a fazer sozinho. Jogar bola? Só contra a parede.

Não tinha amigos. Olhavam-no com desdém. Tratavam-no como animal. Inúmeras vezes os pais o trocaram de escola, em vão, pois o clima de estranhamento continuava o mesmo. O pequeno não tinha problema algum... Nem amigos com quem brincar. Talvez fosse as roupas, um pouco mais formais do que as de outros alunos. Talvez a forma de falar, si, já que não tinha com quem conversar se isolava em um mundo pequeno, menos que ele mesmo, mas ali ele reinava, era dono de si mesmo, ali não precisava de amigos, o sol brilhava sempre, e as flores sempre lindas e perfumadas, num balanço velho, ele sentava por horas com um livro as mãos para viajar fantasia a fora no seu pequeno reinado.

Era ali que o pequeno se encontrava. Era ali que ele reinava, sozinho.

sábado, 3 de outubro de 2009

Colecionadora de sorrisos

Cada qual com sua mania, ela tem as dela. Não, não sai por ai perambulando pela rua à sua procura, mas sempre fica admirada quando surge um desses mesmo que tímido, fica admirada.

Em um dia, ganha muitos desses, desde os mais escondidos no canto dos lábios, aos mais abertos seguidos de gargalhadas. E quando dentro do ônibus encontra-se com um bebe, e o vê sorrir a tudo, a todos, um sorriso grande, largo e banguela.

Lindos também.

Sorrir, ela descobriu que sorris cura magoas e caras feias. É quase um remédio que deveria vir junto na receita medica:

“Tome 2 desses comprimidos ao dia, por uma semana, de 12 em 12 horas. E sorria”.

domingo, 27 de setembro de 2009

Pedido de menina apaixonada

Ela queria escrever. Sentia que, mais do que os outros dias, hoje, era essencial. Uma boa noite de sono dependia disso.Desabafar, não era bem o termo. Não por falta dele.. O sono estava ali, instalado nela, mas os olhos não se fechavam por nada.
Faltava algo para poder terminar o dia.

O dia não fora dos melhores, pra começar estava quente, muito quente e ela detestava esse calor de derreter. Gostava do frio. No frio as coisas ficam mais simples e bonitas, delicadas. No frio as pessoas ficam mais gentis, mais romanticas...
Ainda assim, estava faltando algo...

A noite veio, ainda quente, o silencio foi a sua companhia da noite. Não tinha nada pra fazer, e mesmo que tivesse, não tinha o porque faze-lo, não tinha vontade.
Foi em uma conversa que ela conseguiu descobrir... Em uma busca por ajudar uma amiga, ela sentiu na pele o que lhe faltava. Conselhos que ela dava, mas eram os conselhos que ela mesma queria poder esta ouvindo.
Alegria daquele dia. Faltava nela.

O coração estava tão solitario, que não mais caiam lagrimas, nem forças por gritar ele tinha... Aquele pequeno coração só queria poder sorrir.
O pequeno coração só não sorria, porque o dono dele, não estava bem. O dono dele, não deu-lhe nenhum sorriso hoje, não alimentou-o com sonhos de menina, desejos de princesa.

Não deixe de sorrir pra mim, por favor.
Pedido de menina apaixonada.

_____________________________________
Obrigada Camila, me fez pensar muito.
Aah, obrigada pelo abraço também... *-*
Me fez querer saber como vai ser o amanha... Me deu mais vontade de viver...


quarta-feira, 22 de julho de 2009

Menina.




Uma menina. Era isso que ela era nada mais.
Tinha suas bonecas de porcelana e vestido floridos...
Mas ela era diferente, tinha algo mais.

Ela tinha sonhos. Esperança. Força.
Tudo para ela tinha brilho.
Tudo ela encontrava o por que, como em Pollyana, que ela nunca tinha lido.
Mesmo que lhe fizesse doer o peito, ela tinha o por que.

Olhava para o céu e via, mais do que apenas estrelas e um imensa lua, adorava quando se enchia de luz, gostava de dançar à beira do lago na fazenda da avó, ensinando os novos passos à Lua que apenas a observava.

Lua.
Melhor amiga da garota, que esperava o dia todo para poder contar-lhe os seus segredos...

Sonhava com a felicidade
Queria um príncipe encantado em um cavalo branco.
Inúmeras vezes sonhava com ele... Era lindo, um príncipe perfeito, som um sorriso tão grande quanto o dela...
Cresceu a sua espera...Imaginando quando ele chegaria.

Um dia descobriu o amor.
Contou a sua amiga Lua, e ela a advertiu, que jamais se enganasse por um sorriso bonito...
Decidiu seguir em frente...
Tampou os ouvidos dos conselhos...

E o seu sorriso se foi.
Foi por que fora enganada
Viveu os seus dias ao lado do amor, mas ele nunca se importava com ela..
Só queria Exibi-la como um verdadeiro troféu..
Mudou-a por completo.

Deixou de ser a menina do brilho nos olhos..
Deixou de ser a garotinha feliz por se entregar ao amor..
Brigou, esperneou e chorou muito à luz da Lua
Que não cansava de ter lhe avisado.

Depois de tanta briga e decepção
Ela quis tomar a frente da própria vida
Prometeu à Lua que sairia sem olhar para trás
E a Lua lhe disse que enquanto ela estivesse feliz, as estrelas brilhariam e fariam o seu caminho para não se perder na escuridão da noite, que a Lua sempre lhe sorriria quando ela olha-se aos céus, estaria sempre com a garota. Quando a duvida lhe surgisse, a Lua lhe ajudaria...

Penteou os cabelos, passou um lápis nos olhos, calçou as botas e saiu

Numa noite sem rumo ela foi encontrar o que sempre procurou...
Não pararia enquanto não encontrasse com o seu amor de verdade!
Como ela saberia quem ele seria?
Ela acreditava em contos de fadas..
Ela saberia.
Ela saberia...

O sorriso voltou...
Caminhava sem rumo à luz da Lua...
Caminhava Feliz.

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Ninguém soube se essa garota encontrou o amor verdadeiro..
Ninguém nunca mais soube dela, ela poderia estar passando pela rua, ainda a sua procura, ou não.

Mas ainda vejo a Lua brilhando e brilhando...
E as estrelas, engraçado, elas jamais se apagam.
~~~~~~~~~~~~~~
(Valeu pela Inspiração Dan. =) )

Sorrisos.




Sorrisos

Com são lindos os sorrisos!!
Cada vez mais me impressionam: são puros e sinceros...
São angelicais...
Alguns muito meigos....

Mais todos tem o seu momento certo para serem usados....
Quando menos se espera! Lá esta ele...
Surge assim, de repente, e se você não estiver atento você não nota que esta ali...

Cada pessoa tem o seu: a cada sentimento que se passa na cabeça, sua expressão muda...
Sorrisos de felicidade;
Sorrisos de pessoas sem jeito;
Sorrisos tímidos;
Sorrisos.... São a características de cada pessoa ....

Minha amiga chorava muito, era o nosso ultimo dia de aula na escola que chamávamos de “segunda casa”.
Passamos a maior parte de nossas vidas ali, e assim de repente tudo, em um belo dia se acabou: o dia de nossa formatura que sempre queríamos estava próximo, mais infelizmente a amizade que tínhamos conquistado seria desfeita...
Uns iriam para escolas distantes, outros para àquelas particulares...
A grande família que havíamos construído seria desfeita em tão pouco tempo, e dali a uns messes ninguém mais se lembraria de nossos rostos.

Eu vi a minha melhor amiga sofrendo por aquela despedida...
Mais quanto à dor que ela sentia eu não poderia fazer nada.

E ela estava ali chorando tanto que o meu coração se fechou; a sua dor passou a ser a minha dor também.
E eu havia prometido para mim mesma que não iria chorar, e nos duas sentadas no banco do pátio choramos abraçadas.
Chorei tanto que o ar de meus pulmões se acabou. Passava mal apenas em pensar que não os veria ali na escola, naquela escola amanha.
Ninguém saberia explicar aquele momento.
Se cada um de nossos amigos quis estar sozinho para não demonstrar a sua tristeza, aos poucos em volta do banco todos estávamos juntos de novo.
Uma família jamais se separa! Ate nas horas de maiores tristezas, e a nossa sala mostrou isso: todos em volta do banco demos as mãos e agradecemos por tudo o que passamos juntos pelos cinco ou mais anos na mesma sala de aula.
Ainda com os olhos cheios de lagrimas, olhamos uns para os outros e desejamos os mais sinceros carinhos que poderíamos dar.
Olhei para a minha amiga e comentei que jamais esqueceria do dia em que ela caiu na sala de aula, um colega meu, lembrou-se de quando no clube uma amiga minha beijava um rapaz e o guarda da escola os vira.
Vez por vez cada um de nos se lembrou de datas que ficaram marcadas nas nossas mentes.
E foi isso que fez a diferença nessa hora: de repente eu vi aquela amiga que tanto chorava rir...
Assim tive a certeza que o que vivemos naquelas salas de aula não se apagaria de nossa mente tão fácil...
E foi um sorriso lindo, jamais esquecerei daquele dia...
Enfim todos estavam sorrindo de novo.
Na formatura não foi diferente, mas os amigos estavam ali para ajudar uns aos outros...

Infelizmente muito de nós nos separamos.
Cada um seguiu o seu caminho... Um caminho diferente.
Vez ou outra ainda nos encontramos na rua, e conversamos sempre...

Àquela amiga que chorava, hoje ela esta bem... Com o tempo nos acostumamos com a falta da antiga escola, mas temos que erguer a cabeça e seguir sempre em frente...

Algumas vezes marcamos de nos encontrar e sair juntas.
E essas datas mesmo sendo raramente, são as mais emocionantes... Rimos muito, falamos besteiras, fofocamos... São horas que fico com a minha melhor amiga e é como se nunca tivéssemos nos separado...

Quando estamos juntas: sorrisos, sorrisos e sorrisos....

Jamais esqueça de seus amigos...
Sorria porque você tem a eles...


( 25/10/2008)

domingo, 12 de julho de 2009

" A Borboleta"


Um dia estava eu sentado na praça da cidade, a pensar no que havia ocorrido na mesma manha...
Notei que havia muitas crianças no parque, porém, apenas um delas estava sozinha.
Observei-a por um longo tempo, até que resolvi me aproximar e saber o por quê ela se encontrava sozinha.

Sentei-me ao seu lado, mas a garotinha permaneceu imóvel;

"Olá", comecei.
Mas não tive sucesso, ela continuou calada.
"Olá", tentei de novo.
A garotinha apenas me olhou no fundo dos olhos, depois voltou a olhar pra frente...

Continuei ao seu lado, mas desisti de tentar conversar com ela.

Quando menos imaginei, a garota, que tinha por volta dos sete anos, estava a me olhar...
Eu não observava nada em especial, via apenas o movimento do paque: mães com bebês, alguns cachorros e seus donos, senhores sentados nas mesas a jogerem dominó...

" O senhor já conseguiu pegar um borboleta?", quis saber a pequenina.
"Não", respondi.

A pequena volta seus olhos para frente, como antes.
Ela se levanta do banco em que nos encontravamos;

"ainda bem que ela vai embora", pensei comigo mesmo.

Instantes depois ela retorna com algo nas mãos:
"Essa é para o senhor", e com as pequeninas maozinhas fechadas me entregou uma borboletinha branca.

"Quando se quer realmente algo, não desista tão facilmente, de primeira vez possamos não conseguir...Estou aqui a muito tempo querendo pegar uma borboleta, mas elas sempre voam quando chegamos perto..."

Quis saber porque eu ganhara a borboleta, ja que ela a queria tanto:

"Porque o senhor sentou-se aqui ao meu lado, e não pude falar com o senhor, pois estava esperando o momento certo para apanha-lá, por isso permaneci quieta...O senhor deve ter pensado que eu era uma crainça muito mal- educada, quando na verdade eu estava consentrada...Muito obrigada por ter a paciência de esperar... Por isso a borboleta é sua..."

Olhei ao relógio e não pude mais conversar com a garotinha, levantei-me e me despedi:
"Obrigada pela lição que você acabou de me ensinar".

(" Sempre que quiser alguma coisa, tenha certeza se é isso mesmo...Mantenha calma e os olhos bem firmes naquilo que deseja: ninguém conseguem o que quer com ansiedade; e concentre-se... Se você não conseguir logo na primeira tentativa, tente a segunda, a terceira... Lembre-se que você precisa provar antes de tudo que VOCÊ é capaz de realizar tudo o que quer...")